Localização da camada Pré-Sal

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Camada Pré-Sal
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Origem da Camada Pré-Sal

 Tudo começou com a separação dos continentes Sul-Americano e o Africano, ocorrida há mais de 100 milhões de anos, em virtude das forças de convecção causadas pelo resfriamento do magma, as placas tectônicas começaram a se afastar, provocando fraturas entre esses dois continentes, o que permitiu o acúmulo das águas da chuva, dando origem a grandes lagos de água salobra e quente (devido a atividade vulcânica); e como esses lagos eram fundos e tinham baixo nível de oxigenação, foram sendo transformados em depósitos de matéria orgânica. Então os continentes continuavam se afastando lentamente e a matéria orgânica foi se misturando a sedimentos que iam sendo depositados, como argila, areia, calcário; o que deu origem a uma grande camada de rocha sedimentar porosa, na qual o petróleo iria se formar.
Com o afastamento ainda maior das placas, as águas oceânicas invadiram o lago e depois com a evaporação dessa água, devido às condições de pressão, temperatura, formou-se uma espessa camada de sal, cerca de 2 mil metros de espessura, que cobriu o depósito de matéria orgânica. E soterrado abaixo da rocha e da camada de sal, a matéria orgânica sofreu enorme pressão, transformando-se no petróleo da camada pré-sal.






quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Política de exploração do PRÉ-SAL / Projeto de Lei da Câmara (PLC) 309/09 (Nova lei do petróleo)

Autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. ; PETRO-SAL, vinculada ao Ministério das Minas e Energia; estabelece regime jurídico e atribuições dessa nova empresa:
  • Indica formas de financiamento
  • Determina que ato do Poder Executivo aprove o estatuto;
  • Impõe a obrigatoriedade de criação de um Conselho de Administração, de uma Diretoria Executiva e de um Conselho Fiscal na estrutura
  •  Prevê a adoção da Consolidação das Leis Trabalhistas como regime de pessoal da PETRO-SAL;
  • Prevê a necessidade de concurso público para a contratação de pessoal pela PETRO-SAL;
  • Autoriza a PETRO-SAL a contratar pessoal por tempo determinado, em casos excepcionais e mediante processo seletivo simplificado.


Em fevereiro de 2010, os parlamentares aprovaram o relatório e o texto base do projeto que institui e define o Fundo Social que se apropriará dos recursos advindos de sua exploração. O Fundo destinará seus rendimentos exclusivamente para educação, tecnologia,  combate à pobreza, cultura, pesquisas e meio ambiente.
A única proposta do pré-sal aprovada integralmente na Câmara até o momento foi o PL 5939/09, que cria a Petro-Sal, estatal para gerenciar todos os contratos de exploração e produção de petróleo e de gás na área do pré-sal sob o novo modelo de partilha proposto pelo governo. Esse projeto já está no Senado.
Segundo o líder do governo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a votação de nove medidas provisórias que tramitam na Câmara acontecerá posteriormente à votação das propostas do pré-sal.

O último projeto do Executivo sobre o pré-sal que estabelece novas regras de distribuição dos royalties (veja abaixo o que significa) foi aprovado na noite desta quarta-feira (10/03/2010) na Câmara dos Deputados por 369 votos a favor, 72 contra e duas abstenções. O projeto foi aprovado com a chamada “emenda Ibsen”, que impõe uma nova distribuição dos royalties para que todos os Estados e municípios, independente de serem produtores ou não, recebam segundo as regras dos fundos de participação dos municípios (FPM) e dos Estados (FPE).

A maior polêmica estava na emenda, que ficou conhecida como “emenda Ibsen”, de autoria dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), que impõe uma nova distribuição dos royalties – tanto dos contratos de concessão quanto os do pré-sal, para que todos os Estados e municípios recebam segundo as regras dos fundos de participação dos municípios (FPM) e dos Estados (FPE). A proposta da emenda é que 50% dos recursos sejam destinados à União e a outra metade seja repartida com todos os Estados e municípios, incluindo os não produtores.

Impacto Ambiental X Extração do petróleo no Pré-Sal

Os impactos ambientais potenciais da indústria petrolífera são variados, sendo mais conhecidos da população aqueles associados aos vazamentos nos petroleiros e terminais de petróleo, que provocam a contaminação e degradação ambiental de mares e praias. Entretanto, outros impactos ambientais são inerentes à atividade, que pode provocar: alterações da qualidade da água e contaminação de sedimentos marítimos, interferência com rotas de migração e período reprodutivo de catáceos, quelônios, sirênios e grandes pelágicos; interferência em áreas coralíneas, manguezais e na atividade pesqueira artesanal.

“O principal problema que enfrentaremos será a transferência do monóxido de carbono retido na camada pré-sal por milhões de anos, em escala geológica, para a superfície.”





Jules Marcelo Rosa Soto, geógrafo e professor
da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).
Em entrevista à Gazeta do Povo, o professor Soto, que é geógrafo doutorando em Zoologia Mari­nha e fundador e curador geral do Museu Oceanográfico Univali (Movi) e do Ecomuseu Univali (Ecou), ambos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), fala sobre as perdas ambientais imensuráveis com a exploração em larga escala da camada pré-sal.

De imediato, o processo de exploração poderá abafar o nosso comprometimento com a busca e o aprimoramento de energias alternativas, que dependem inteiramente de alta tecnologia. Essa nova realidade influenciará as mais variadas esferas, mas, principalmente, a cabeça de nossos representantes políticos.


No decorrer da exploração, o principal problema que enfrentaremos será a transferência do monóxido de carbono retido na camada pré-sal por milhões de anos, em escala geológica, para a superfície. O que significa uma grande quantidade de carbono – principal responsável pelo aquecimento global – liberada na atmosfera em poucas décadas.

Além disso, os ecossistemas marinhos, em diversos locais, estarão em maior risco. A poluição gerada pela exploração do petróleo gera prejuízos à biodiversidade marítima, à pesca e ao turismo.

Certamente estas questões são bem maiores do que qualquer derrame massivo ou crônico no processo de exploração, causada pelas empresas petrolíferas.

Quando se fala em exploração petrolífera em alta escala não existe ecossistema privilegiado. O ambiente como um todo será impactado. As refinarias são em terra, os caminhões cruzam to­­das as estradas, os plásticos são espalhados pelos locais mais improváveis e o vento e as cor­­rentes passam por todo o planeta.

Os Desafios encontrados para a exploração do pré-sal / Petrobras fará até ilha artificial para explorar o pré-sal

Os desafios quanto a exploração da camada pré-sal são inúmeros, dentre eles podemos destacar os desafios tecnológicos, gerenciais e logísticos, proporcionais à profundidade, distância do continente (300 km da costa), magnitude e características especiais das jazidas de hidrocarbonetos do pré-sal.

A exploração e produção do pré-sal vai exigir uma revolução logística da Petrobras. Os principais campos da empresa, atualmente na Bacia de Campos, estão localizados a uma distância entre 120 e 150 quilômetros da costa, e os poços de exploração do pré-sal estarão, em geral, a uma distância ente 200 e 300 quilômetros. Por isso, serão necessários novos investimentos em infraestrutura para que a operação no mar tenha o máximo de autonomia possível.


"Estamos diante de circunstâncias totalmente diferentes das conhecidas", diz o gerente-geral da unidade de serviços de transporte e armazenagem do setor de Exploração e Produção da Petrobras, Ricardo Albuquerque. "Como os campos são gigantes e distantes, isso leva a um planejamento distinto daquele já conhecido."

Apesar das muitas incertezas, há dados preliminares suficientes para planejar. Já está definido, por exemplo, que a estratégia envolverá o modelo de "hub" (termo em inglês que significa ponto de conexão) para três itens específicos.

Um é a adaptação do que já ocorre na Bacia de Campos, para a distribuição de óleo diesel às unidades marítimas da Petrobras. Atualmente, os navios-tanque ficam atracados em zona próxima às diferentes plataformas alimentando, "no varejo", as necessidades do óleo combustível de cada unidade, explica Albuquerque. A ideia do "hub" de diesel nasceu dentro da Petrobras especificamente para a Bacia de Campos e hoje já são três os navios-tanque na região. A empresa entendeu que a concepção de "hub" adotada no caso do óleo diesel será usada no pré-sal de forma ampliada. Isso leva aos dois outros itens, que são os fluidos químicos e passageiros.

Na perfuração e produção dos poços, são necessários fluidos específicos para se manter a produtividade dos poços. São elementos que resultam da operação e que devem ser processados quimicamente e reinseridos nos poços. Hoje, isso é feito no continente, mas a ideia da Petrobras é adaptar um navio-tanque com os elementos necessários a essa operação.

O desafio tecnológico para isso é grande, pois se trata de uma infraestrutura que nunca foi levada ao mar. Roberto Ramos, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), acha que a solução pode ser a construção de uma plataforma fixa para operar os fluidos, porque são necessários equipamentos de compressão complexos e torres acima de 60 metros.


É no sistema de transporte de passageiros, porém, que a Petrobras prepara a grande novidade logística para o pré-sal. Hoje, apenas na Bacia de Campos, a empresa transporta 10 mil passageiros por mês (ou 20 mil, contando ida e volta). No Sul e Sudeste, o transporte chega a quase 60 mil passageiros por mês. A ampliação e construção de bases aeroportuárias já está nos planos. No entanto, para o pré-sal está planejado também um ponto de interconexão no meio do mar.

Para baratear esse transporte, a estratégia é a criação de unidades marítimas que servirão como estações intermediárias. Será um meio de caminho onde os passageiros chegam por meio de uma lancha ultrarrápida para, de lá, pegar helicópteros de médio porte rumo ao seu destino final. No entanto, esse projeto também carrega diversos desafios tecnológicos.

O primeiro refere-se a manutenção dos helicópteros, explica Albuquerque. É mais eficiente fazê-la em terra e à noite. Portanto, eles teriam de ser trazidos de volta ao continente diariamente. Na primeira e na última viagem do dia, portanto, seria possível que alguns passageiros não tivessem de passar pelo "hub" de transbordo marítimo - que poderá ser mais de um, dependendo do ritmo de exploração e da distância entre os poços.

A dificuldade maior é fazer essa viagem agradável ao passageiro, de forma que ele mantenha sua capacidade de trabalho ao chegar ao destino final. Para isso, a Petrobras encomendou à americana Lockheed Martin um modelo de lancha específico para as suas necessidades, com espaço para 150 pessoas. A empresa já fornece embarcações similares para empresas que exploram campos no golfo do México, no território americano. O projeto já vem sendo desenvolvido pela empresa para a Petrobras por mais de dois anos, para a Bacia de Campos. Agora terá que ser adaptado para o pré-sal.

Segundo Albuquerque, é relativamente fácil ter uma lancha rápida com pouca movimentação, para evitar enjoo dos passageiros, mas a grande dificuldade é montar uma estrutura no mar em que, parada, a lancha não balance demais e seja firme e grande o suficiente para os helipontos. É ainda necessário que ela torne rápida a mudança de meio de transporte. Essa estrutura flutuante, com nome técnico de "gangway", é chamada pelos funcionários da estatal de "ilha artificial".

Um modelo que vem sendo desenvolvido confidencialmente por uma empresa tem uma forma similar à de uma rampa, com uma escada articulada - como aquelas de caminhões de bombeiros. "São vários modelos de 'gangways', mas todos os existentes mostram dificuldades principalmente em dois pontos: segurança e agilidade no transbordo", explica Albuquerque. Por isso, a necessidade de desenvolvimento específico. A empresa também planeja que a "ilha artificial" possa servir como escala ou mesmo permanência por um tempo de passageiros que trabalhem em diferentes plataformas.

Apesar da inovação, Albuquerque diz que não se tratam de projetos suntuosos financeiramente. "A simplicidade é o destaque e a meta é reduzir custos." No caso dos navios-tanque de diesel a solução foi simples e barata, porque foram adaptados navios ociosos da Transpetro. A lancha não será mais cara que a média das 165 embarcações que a Petrobras já possui.



fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/clipping/3821/petrobras-fara-ate-ilha-artificial-para-explorar-o-pre-sal

O que o Pré-Sal nos trará de bom?

Geração de Emprego e Renda, além de incentivo à capacitação profissional e inovações tecnológicas

O petróleo não vai durar pra sempre, mas com certeza a descoberta do Pré-Sal vai ser muito positiva para o Brasil, pois além do progresso tecnológico que vai trazer e obviamente do dinheiro, vai trazer também milhares de empregos.

Os especialistas preveem que até 2020, sejam criados 500.000 empregos diretos e indiretos com a exploração do Petroleo no Pré-Sal. Estes empregos vão vir de diversas áreas diferentes, sendo necessários profissionais de diversas especialidades:

•Pesquisa Tecnológica: Para a pesquisa tecnológica, seja nas áreas de Engenharia do Petroleo, de Engenharia Naval ou então de tecnologia da exploração vão ser necessários milhares de cientistas e engenheiros.

•Construção de Plataformas e Refinarias : Vão ser necessários dezenas de milhares de operários, técnicos e engenheiros para construir a grande quantidade de plataformas que vão ser necessárias para explorar o Pré-Sal. A petrobrás espera produzir todas as suas novas plataformas no Brasil, trazendo um grande estímulo a indústria naval que vem passando por dificuldades.

•Operação das Plataformas e Refinarias: Depois de prontas, as plataformas e refinarias de petróleo do Pré-Sal ainda vão gerar muitos empregos, necessários para a operação e manutenção das mesmas.

•Fornecimento de Materiais: Para poder construir as novas estruturas, vão ser necessários milhares de forncedores de materiais e equipametos. A Petrobrás também pretende comprar tudo o que for possível de fornecedores nacionais: desde fogões para a cozinha das plataformas até tubulações de aço para o petroleo. O fornecimento de materiais vai garantir o crescimento de centenas de empresas de todos os tamanhos.

O Pré-Sal foi a grande descoberta do século no Brasil, foi um grande achado e no momento histórico ideal. O primeiro barril deve sair de lá em alguns anos, mas os benefícios devem começar a vir desde já. Se bem administrada essa nova riqueza pode revolucionar nosso país, o Brasil, país do futuro está cada vez mais próximo.

CURIOSIDADE: sombra sobre a camada do pré-sal


A explosão da plataforma petrolífera da BP em 20 de abril, que causou um vazamento estimado de 650 milhões de litros de óleo no Golfo do México, na maior tragédia ambiental da história dos Estados Unidos, acendeu um sinal amarelo na indústria. O questionamento ocorre no momento em que o Brasil inicia uma empreitada inédita e arriscada: a extração de petróleo do pré-sal, a mais de 300 quilômetros da costa e 7 mil metros abaixo da superfície, incluindo uma instável faixa de sal de 2 mil metros de espessura.

A extração do petróleo da camada Pré-Sal

Petrobrás extraiu petróleo do Pré Sal pela primeira vez em setembro de 2008. No campo de Tupi a fase de exploração petrolífera chamada de "teste de longa duração" teve início em maio de 2009. A existência do petróleo na camada Pré Sal em todo campo que viria a ser conhecido como Pré Sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANAP e posteriormente confirmada pela petrobrás em 2007. Em 2008 a Petrobrás confirmou a descoberta do óleo leve na camada sub-sal e extraiu pela primeira vez petróleo do Pré-Sal.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PRIMEIRAS DESCOBERTAS

A primeira reserva petrolífera ocorreu no litoral brasileiro, passando a ser conhecida como "Petóleo do Pré Sal" ou pré sal.
Atualmente as principais áreas de exploração petrolífera com reservas potenciais ou prováveis ja identificadas na faixa Pré Sal estão localizadas no Atlântico Sul.